sexta-feira, 17 de abril de 2015


ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA



Leitura, Escrita e Comunicação Oral



1. Práticas de Linguagem Oral 

Para que as expectativas de aprendizagem dos alunos em relação às práticas de linguagem oral possam ser concretizadas, é necessário que se planeje e organize situações didáticas, tais como:
1.1. Rodas de conversa em que os alunos possam escutar e narrar fatos conhecidos ou relatar experiências e acontecimentos do cotidiano. Nessas situações é necessário garantir que os alunos possam expressar sensações, sentimentos e necessidades.
1.2. Saraus literários para que os alunos possam narrar ou recontar histórias, declamar poesias, parlendas e trava-línguas.
1.3. Apresentações em que os alunos possam expor oralmente um tema, usando suporte escrito, tais como: roteiro para apoiar sua fala, cartazes, transparências ou slides.
1.4. Participação em debates, palestras e seminários.
1.5. Conversas em torno de textos que ajudem os alunos a compreender e distinguir características da linguagem oral e da linguagem escrita.



2. Práticas de Leitura


Para que as expectativas de aprendizagem dos alunos em relação às práticas de leitura possam ser concretizadas é necessário que se planeje e organize situações didáticas tais como:
2.1. Leitura diária, para os alunos, de contos, lendas, mitos e livros de história em capítulos de forma a repertoriá-los ao mesmo tempo em que se familiarizam com a linguagem que se usa para escrever, condição para que possam produzir seus próprios textos.
2.2. Rodas de leitores em que os alunos possam compartilhar opiniões sobre os livros e textos lidos (favoráveis ou desfavoráveis) e indicá-los (ou não) aos colegas.
2.3. Leitura, pelos alunos, de diferentes gêneros textuais (em todas as séries do Ciclo) para dotá-los de um conhecimento procedimental sobre a forma e o modo de funcionamento de parte da variedade de gêneros que existem fora da escola. Isto é, conhecerem sua forma e saberem quando e como usá-los.
2.4. Montar um acervo de classe com livros de boa qualidade literária para uso dos alunos: tanto em sala de aula como para empréstimo. É a partir deste acervo que podem realizar as rodas de leitores (ver 2.2).
2.5. Momentos em que os alunos tenham que ler histórias – para os colegas ou para outras classes – para que melhorem seu desempenho neste tipo de leitura, possam compreender a importância e a necessidade de se preparar previamente
para ler em voz alta.
Atividades em que os alunos consultem fontes em diferentes suportes (jornal, revista, enciclopédia, etc.) para aprender a buscar informações.
2.7. Montar um acervo de classe com jornais, revistas, enciclopédias, textos informativos copiados da internet, que sirvam como fontes de informação, como materiais de estudo e ampliação do conhecimento, ensinando os alunos a utilizar e manuseá-los. Este acervo deve ser renovado em função dos projetos desenvolvidos na classe.
2.8. Atividades de leitura com diferentes propósitos (para se divertir, se informar sobre um assunto, localizar uma informação específica, para realizar algo), propiciando que os alunos aprendam os procedimentos adequados aos propósitos e gêneros.
2.9. Atividades em que os alunos, após a leitura de um texto, comuniquem aos colegas o que compreenderam, compartilhem pontos de vista sobre o texto que leram, sobre o assunto e façam relação com outros textos lidos.
2.10. Leitura de textos, com o propósito de ler para estudar, em que os alunos aprendam procedimentos como reler para estabelecer relações entre o que está lendo e o que já foi lido, para resolver uma suposta contradição ou mesmo para estabelecer a relação entre diferentes informações veiculadas pelo texto, utilizando para isto: anotações, grifos, pequenos resumos, etc.



3. Análise e reflexão sobre a língua


Para que as expectativas de aprendizagem dos alunos em relação à análise e reflexão sobre a língua possam ser concretizadas é necessário que se planeje e organize situações didáticas tais como:
3.1. Atividades de leitura para alunos que não sabem ler convencionalmente, oferecendo textos conhecidos de memória – parlendas, adivinhas, quadrinhas, trava-línguas e canções –, em que a tarefa é descobrir o que está escrito em cada parte, tendo a informação do que trata o texto (por exemplo: “Esta é a música Pirulito que bate-bate...”). Para isso é necessário ajustar o falado ao que está escrito, verificando esse ajuste a partir de indícios (valor sonoro, tamanho das palavras, localização da palavra no texto...).
3.2. Atividades de escrita em que os alunos com hipóteses não alfabéticas sejam colocados para escrever textos que sabem de memória (o texto falado, não sua forma escrita) como: parlendas, adivinhas, quadrinhas, trava–línguas e canções. O objetivo é que os alunos reflitam sobre o sistema de escrita, como escrever (quantas e quais letras usar) sem precisar se ocupar do conteúdo a ser escrito.
3.3. Apresentação do alfabeto completo desde o início do ano em atividades em que os alunos tenham que:
3.3.1. Recitar o nome de todas as letras, apontando-as na seqüência do alfabeto e nomeá-las, quando necessário, em situações de uso.
3.3.2. Associar as letras ao próprio nome e aos dos colegas.
3.4. Atividades em que os alunos tenham necessidade de utilizar a ordem alfabética em algumas de suas aplicações sociais, como no uso de agenda telefônica, dicionário, enciclopédias, glossários e guias, e na organização da lista dos nomes dos alunos da sala.
3.5. Atividades de escrita em duplas em que os alunos com hipóteses ainda não alfabéticas façam uso de letras móveis. A mobilidade desse material potencializa a reflexão sobre a escolha de cada letra. É interessante que o professor fomente a reflexão, solicitando aos alunos que justifiquem suas escolhas para os parceiros.
3.6. Atividades de reflexão ortográfica para os alunos que escrevem alfabeticamente. Para isso, eleger as correspondências irregulares e regulares que serão objeto de reflexão, utilizando-se de diferentes estratégias tais como: ditado interativo, releitura com focalização, revisão (dupla, em grupo ou coletiva).
3.6.1. Para as irregulares, promover a discussão entre os alunos sobre a forma correta de grafar tal palavra, tendo de justificar suas idéias. Em caso de impasse, consultar o professor ou o dicionário (de forma que os alunos, progressivamente, adquiram a rapidez necessária para consultá-lo e encontrar as palavras); estabelecer com os alunos um combinado sobre as palavras que não vale mais errar (por exemplo, as mais usuais), listá-las e afixá-las de forma que possam consultá-las, caso tenham dúvida).
3.6.2. Para as regulares: promover a discussão entre alunos sobre a forma de grafar determinada palavra, provocar dúvidas, tendo em vista a descoberta do princípio gerativo; sistematizar e registrar as descobertas dos alunos em relação às regras e usar o dicionário.
3.7. Atividades de reflexão sobre o sistema de pontuação a partir das atividades de leitura e análise de como os bons autores utilizam a pontuação para organizar seus textos:
3.7.1. reescrita – coletiva ou em dupla – com foco na pontuação (discutir as diferentes possibilidades);
3.7.2. revisão de texto – coletiva ou em dupla – com foco na pontuação (discutir as decisões que cada um tomou ao pontuar e por quê);
3.7.3. observação do uso da pontuação nos diferentes gêneros (ex: comparar contos e reportagens) , buscando identificar suas razões;
3.7.4. pontuação de textos: oferecer texto escrito todo em letra de imprensa minúscula, sem os brancos que indicam parágrafo ou travessão, apenas os espaços em branco entre palavras, para discutirem e decidirem a pontuação.



4. Práticas de produção de texto



Para que as expectativas de aprendizagem dos alunos em relação às práticas de produção de texto possam ser concretizadas é necessário que se planeje e organize situações didáticas tais como:
4.1. Atividades em que os diferentes gêneros sejam apresentados aos alunos através da leitura pelo professor, tornando-os familiares, de modo a reconhecer as suas diferentes funções e organizações discursivas;
4.2. Atividades em que o professor assuma a posição de escriba para que os alunos produzam um texto oralmente com destino escrito, levando-os a verificar a adequação do escrito do ponto de vista discursivo, relendo em voz alta, levantando os problemas textuais;
4.3. Atividades de escrita ou reescrita em duplas, em que o professor orienta os papéis de cada um: quem dita, quem escreve e quem revisa, alternadamente;
4.4. Atividades de produção de textos definindo o leitor, o propósito e o gênero de acordo com a situação comunicativa;
4.5. Atividades de revisão de textos, em que os alunos são chamados a analisar a produção, do ponto de vista da ortografia das palavras;
4.6. Atividades em que os alunos são convidados a analisar textos bem escritos de autores consagrados, com a orientação do professor, destacando aspectos interessantes no que se refere à escolha de palavras, recursos de substituição, de concordância e pontuação, marcas que identificam estilos, reconhecendo as qualidades estéticas do texto;
4.7. Atividades em que os alunos revisem textos (próprios ou de outros) – coletivamente ou em pequenos grupos –, buscando identificar problemas discursivos (coerência, coesão, pontuação, repetições) a serem resolvidos, assumindo o ponto de vista do leitor;
4.8. Atividades para ensinar procedimentos de produção de textos (planejar, redigir rascunhos, reler, revisar e cuidar da apresentação);
4.9. Projetos didáticos ou seqüências didáticas em que os alunos produzam textos com propósitos sociais e tenham que revisar distintas versões até considerar o texto bem escrito, cuidando da apresentação final.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA




As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a concretização das expectativas de aprendizagem apontadas neste documento.



Números, sistema de numeração e operações



• Rodas de contagem que estimulem os alunos a buscarem estratégias que facilitem a identificação de quantidades.
• Formar coleções com diferentes objetos, como: adesivos, lacres de alumínio, miniaturas, bolinha de gude, figurinhas, contribui de forma significativa para que os alunos contem todos os elementos, mantendo a ordem ao enunciar os nomes dos números e observando que o último número corresponde ao total de objetos da coleção.
• Situações envolvendo números para que os alunos possam identificar a função que eles desempenham naquele contexto: números para quantificar, números para ordenar, entre outros.
• Construção de fichas de identificação de cada aluno contendo números que indicam diferentes aspectos, por exemplo: idade, peso, altura, número de pessoas que moram na mesma casa, datas de nascimentos, número de animais que possui, entre outros. Proporcionar um espaço onde as crianças possam trocar as fichas e ler e interpretar as informações numéricas.
• Atividades de comparação de quantidades entre duas coleções, verificando se possuem o mesmo número de elementos, ou se possuem mais ou menos, utilizando para isso diferentes estratégias: correspondência um a um e estimativas.
• Situar pessoas ou objetos numa lista ordenada, por exemplo: ordenar uma seqüência de fatos, identificar a posição de um jogador numa situação de jogo.
Jogos de trilha para indicar avanços e recuos numa pista numerada. Jogos de trocas para estabelecer equivalência entre valores de moedas e cédulas.
• Construção e análise de cartazes e quadros numéricos que favoreçam a identificação da seqüência numérica, como, por exemplo, o calendário.
• Elaboração de cartazes com números recortados de jornais e revistas para que os alunos possam comparar e ordenar números.
• Registro e observação dos números das ruas: onde começa, onde termina, a numeração de um lado é igual à do outro. E como se dá a numeração entre uma casa e outra, ela é ou não seqüencial, levantamento do número da casa dos alunos.
• Atividades para compreender que os números podem ser utilizados em diferentes contextos como, por exemplo:
Complete o texto utilizando números que mais se adequarem ao contexto.
“No dia ____ do mês ____________ do ano _______começou o campeonato esportivo da nossa escola. Foram____ dias de campeonato com ___ modalidades esportivas. Participaram do evento ____ equipes masculinas e ____equipes femininas. Os ____ alunos da nossa turma fizerambonito no campeonato, o grupo dos meninos ganhou ___jogos e o grupo das meninas ganhou ___ jogos. O encerramento do campeonato foi uma festa linda, aberta para os pais e para a comunidade, da qual participaram mais de ____ pessoas.”
• Atividades que façam uso de cédulas e moedas, ábaco e calculadoras.



Atividades de cálculo:



• Uso da calculadora em situações de cálculo, por exemplo:
Pedir aos alunos que digitem um número. Em seguida perguntar como se pode, a partir dele, obter o número 80, usando a calculadora.
• Identificação de resultados de cálculos usando estimativas:
“Assinale a resposta que indica o intervalo em que se encontra o resultado da soma entre 750 e 230.”
a) entre 1.000 e 1.100
b) entre 900 e 1.000
c) entre 800 e 900
• Análise de situações de cálculo para identificar a operação realizada e testar hipóteses usando a calculadora, por exemplo:
“Os números envolvidos no cálculo são 250 e 5,
o resultado obtido é 1.250, a operação realizada é:____________”
• Atividades para introduzir o estudo dos números racionais a partir de situações em que os números naturais não conseguem exprimir a medida de uma grandeza ou resultado de uma divisão. Exemplo:
“Distribuir 5 chocolates igualmente para 4 crianças. Registre a representação numérica que caberá a cada crianças.”
• Utilização da calculadora para construir representações de números racionais na forma decimal, por exemplo:
“Digite o número 1 na calculadora, divida por 2 e anote o resultado obtido. Divida novamente por 2 e note o resultaobtido. Faça este mesmo procedimento novamente e anote o resultado. O que você observou fazendo esta atividade?”





Geometria



• Jogos e brincadeira em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço, recebendo e dando instruções, usando vocabulário de posição. Exemplos: Jogos de Circuito, Caça ao Tesouro, Batalha Naval.
• Relatos de trajetos e construções de itinerários de percursos conhecidos ou a partir de instruções dadas oralmente e por escrito.
• Construções de maquetes e plantas da sala de aula e de outros espaços, identificando semelhanças e diferenças entre uma maquete e uma planta.
• Análise de fotografias de lugares ou de percursos conhecidos para descrever como é o lugar ou o percurso e a posição em que se encontra quem tirou a foto.
• Desenhar o percurso de casa à escola e propor que os alunos troquem e comparem seus desenhos e façam a leitura do percurso dos colegas.
• Leitura de guias de ruas, mapas e croquis fazendo uso das referências de localização.
• Organização de exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem, como folhas, flores, frutas, pedras, árvores, animais marinhos e de objetos criados pelo homem, para que os alunos possam perceber suas formas.
• Modelagem de objetos em massa, sabão, sabonetes reproduzindo formas geométricas. Organizar exposições com os objetos construídos.
• Jogos para adivinhar um determinado objeto referindo-se apenas ao formato dele.
• Construções de dobraduras e quebra-cabeças para criar mosaicos com formas geométricas planas e observar simetrias.
• Classificação de sólidos geométricos a partir de critérios como: superfícies arredondadas e superfícies planas, vértices, entre outras.
• Montagem e desmontagem de caixas com formatos diferentes para observar a planificação de alguns sólidos geométricos.
• Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas.





Medidas



• Experimentos que levem os alunos a utilizarem as grandezas físicas, identificar atributos a serem medidos e interpretar o significado da medida.
• Atividades de medida utilizando partes do corpo e instrumentos do dia-a-dia: fita métrica, régua, balança, recipiente de um litro, que permitam desenvolver estimativas e cálculos envolvendo as medidas.
• Atividades que explorem padrões de medidas não convencionais como, por exemplo, medir o comprimento da sala com passos.
• Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas.
• Elaborar livros de receitas; culinária, de massas de modelar, de tintas, de sabonetes, de perfumes, etc. (ampliar e reduzir receitas).
• Converter medidas não padronizadas no dia-a-dia em medidas padrão, por exemplo:
1 xícara de açúcar equivale a ____ gramas.
1 xícara de farinha de trigo equivale a ____ gramas.
• Atividades que permitam fazer marcações do tempo e identificar rotinas: manhã, tarde e noite; ontem, hoje, amanhã; dia, semana, mês, ano; hora, minuto e segundo.
• Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família.
• Organização de exposição com instrumentos usados para medir: balanças, fitas métricas, relógios de ponteiro e digital, ampulhetas, cronômetros.
• Atividades de empacotamento para observação de formatos e tamanhos de caixas, saquinhos de supermercados, diferentes saquinhos de papel (embalagem para pipoca, pão, cachorro-quente), entre outras.
• Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercados para identificar ofertas enganosas, situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens.
• Comparação entre dimensões reais e as de uma representação em escala, percebendo que muitos objetos não podem ser representados em suas reais dimensões, como, por exemplo: um carro, um caminhão, uma casa.
• Atividades para explorar as noções de perímetro e de área a partir de situações-problema que permitam obter a área por decomposição e por composição de figuras, usando recortes e sobreposição de figuras, entre outras.
• Comparar figuras que tenham perímetros iguais e áreas diferentes, ou que tenham perímetros diferentes, mas áreas iguais.





Tratamento da informação





• Leitura e discussão sobre dados relacionados à saúde, educação, cultura, lazer, alimentação, meteorologia, pesquisa de opinião, entre outros, organizados em tabelas e gráficos (barra, setores, linhas, pictóricos) que aparecem em jornais, revistas, rádio, TV, internet.
• Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos, programas de TV preferidos, animais de que mais gostam, entre outros.
• Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos, comunicando através de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles.
• Resolução de situações de problemas simples que ajudem os alunos a formular previsões a respeito do sucesso ou não de um evento, por exemplo: um jogo envolvendo números pares ou ímpares, o lançamento de um dado.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS RELACIONADAS À APRENDIZAGEM DA LEITURA

*Proporcionar momentos diários para que os alunos tenham contato com diferentes portadores de texto (tais como jornais, revistas, livros informativos, folhetos, cartazes) e aprendam a conviver em um ambiente letrado e de valorização da leitura.
*Planejar momentos de leitura envolvendo textos de diferentes gêneros, para que os alunos ouçam e comecem a perceber algumas características desses gêneros.
*Propor situações de leitura por você e pelos alunos com diferentes propósitos para que eles possam ampliar suas competências leitoras, tais como: ler rapidamentes títulos e subtítulos até encontrar uma informação, selecionar uma informação precisa, ler minuciosamente para executar uma tarefa, reler um trecho para retomar uma informação ou apreciar aquilo que está escrito. Isso, sempre com sua ajuda e, inicialmente, de forma coletiva ou em grupo.
*Planejar atividades nas quais os alunos possam, com sua ajuda, fazer uso de indicadores (como o autor, o gênero, o assunto, o tipo de ilustração, o portador - se é um livro, uma revista ou um jornal, por exemplo) para aprender a antecipar o conteúdo do texto, inferir aquilo que está escrito e ampliar suas possibilidades de interpretá-lo.
*Planejar momentos nos quais os alunos possam trocar idéias e opiniões, expor seus sentimentos. Recomendar um texto para que aprendam a comunicar aquilo que compreenderam do texto e suas interpretações - sempre com sua ajuda e, inicialmente, de forma coletiva ou em grupo.
*Propor situações em que os alunos sejam convidados a ler um texto para aprimorar suas estratégias de busca e localização de informações em diferentes fontes escritas (jornais, revistas, enciclopédias, livros).
*Planejar situações nas quais os alunos tenham de ler em voz alta, para que consigam adquirir maior fluência na leitura, respeitando pontuação, entonação e ritmo.
*Participar de situações de leitura silenciosa para aprender a utilizar de forma cada vez mais autônoma estratégias de leitura como a decifração, a seleção, a antecipação, a inferência e a verificação.
*Propor atividades de leitura por você e pelos alunos (individual ou coletivamente) para que eles aprendam a inferir o significado de uma palavra pelo contexto ou a procurar o significado dela no dicionário - somente quando este for fundamental para a compreensão do texto.
*Planejar momentos nos quais os alunos possam ler e/ou ouvir a leitura de textos por você e, assim, aprender a reconhecer o valor da leitura como fonte de fruição estética e entretenimento.
*Propor atividades nas quais os alunos adquiram autonomia para eleger aquilo que irão ler e, assim, passem a construir critérios próprios de escolha e preferência literária.
*Planejar situações de empréstimo de livros do acervo da classe ou da escola para que os alunos aprendam a ter cuidado com os livros e demais materiais escritos, levando-os, 

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