sexta-feira, 19 de junho de 2015
16:23
Como diagnosticar o que os professores sabem sobre produção de texto?
Para identificar os conhecimentos dos docentes sobre produção de texto, é importante avaliar os registros das atividades realizadas em sala de aula e as produções dos alunos. (Foto: Manuela Novais)
Nos últimos anos, com a necessidade de dar autonomia ao aluno e torná-lo um leitor-produtor, o termo redação foi substituído pela expressão produção textual. O objetivo dessa proposta é formar pessoas capazes de se comunicar por escrito e adequar seus textos a diferentes contextos, propósitos e tipos de leitores, além de organizar o discurso sem desconsiderar as características específicas do gênero que está produzindo.
Para que as crianças se tornem produtoras, é necessário que elas tenham acesso a uma grande diversidade de textos, participem de situações coletivas de produção e também de momentos individuais. Essas atividades devem fazer parte do cotidiano da sala de aula e precisa estar presente desde as séries iniciais em diferentes modalidades organizativas: projetos didáticos, atividades permanentes ou sequências de atividades.
Desenvolver trabalhos com produção de texto é uma dificuldade para muitos professores. Muitos deles alegam que os alunos têm dificuldades, que não conseguem escrever e que as produções apresentam muitos problemas. Outros aplicam a atividade apenas para trabalhar com ortografia, pontuação e uso de parágrafos, enquanto as características de gênero textual acabam passando despercebidas. Dessa forma, a produção é utilizada mais como um diagnóstico do que como uma estratégia para ampliar o conhecimento dos alunos sobre a linguagem e a interpretação de texto.
Ao perceber essas inquietações e justificativas dos docentes, elaborei um roteiro de ações que o coordenador pode utilizar levando em conta a seguinte questão: O que os professores sabem sobre produção de texto?
1) Antes de uma reunião sobre o tema, peça que eles planejem uma atividade de produção de texto para a sala em que atuam, sem especificar o gênero e a modalidade organizativa. Com isso, o docente poderá explicitar seus conhecimentos prévios sobre o assunto.
2) Oriente os professores a aplicar a situação didática de escrita em sala de aula, pois ela será tematizada. Para analisar o material produzido pelos docentes, marque uma data para entrega do planejamento, aplicação em sala de aula e registro da atividade.
3) Organize um roteiro de apoio para ajudar o educador com o registro da prática, com questões como: Que tipo de texto foi proposto? Que ações foram desencadeadas para que os alunos produzissem? A turma apresentou dificuldades em que aspectos? Quais dificuldades você encontrou para realizar a atividade em sala de aula? Em seguida, peça que eles avaliem os resultados e identifiquem as necessidades de aprendizagem dos estudantes.
4) Analise os registros do professor e a produção dos alunos, considerando o foco da produção (o que, para que e para quem), o que os alunos sabem e o que precisam aprender e verificando se as condições didáticas para a produção foram garantidas. Depois, organize reuniões para tematizar esses aspectos.
5) A cada encontro, organize um documento com a equipe para registrar as reflexões.
6) Selecione bons textos que sirvam como material teórico para discutir sobre os conteúdos envolvidos na produção de texto e as condições didáticas que precisam ser garantidas para garantir a aprendizagem.
7) Ao final da formação, proponha um novo planejamento para ser aplicado em sala e verifique os conhecimentos adquiridos ao longo do processo.
Esse trabalho de formação nos dá subsídios para direcionar a reflexão e aos poucos modificar as práticas docentes. Propor atividades e auxiliar os professores a desenvolvê-las com mais regularidade garante que os estudantes sejam mais autônomos e se tornem verdadeiros produtores de texto.
E os professores da sua escola, o que sabem sobre produção de texto?
16:18
Reflita sobre as condições didáticas para a produção de texto junto com a equipe docente
O docente precisa propiciar situações de leitura com regularidade, permitindo que os alunos se familiarizem com as características de cada gênero. (Foto: Shutterstock)
Escrever não é uma tarefa fácil. Para que os alunos produzam um texto de determinado gênero, é preciso que o professor ofereça boas referências, interligando o trabalho de leitura com a escrita. No entanto, apenas ler bons modelos não é suficiente para escrever um texto coeso. Muitos docentes relatam que costumam ler para as turmas e que, apesar disso, os estudantes não sabem como desenvolver suas produções.
Mas, afinal, quais são as condições didáticas que devem ser oferecidas? Será que os professores têm clareza sobre como ajudar os alunos a se tornarem produtores de texto? Cabe a nós, coordenadores, colaborar para que eles entendam esse processo e propor atividades em que eles exercitem situações de produção textual.
Na reunião de formação, o coordenador precisa estudar os textos junto com o professor, observando detalhes e auxiliando-o na análise linguística e na identificação de elementos que contribuirão com a escrita. Nesse momento, é importante fazer anotações para que eles consigam tematizar com os seus alunos. Se, por exemplo, a ideia for discutir elementos que os autores utilizam para evitar repetições desnecessárias, por que não fazer estas marcas durante os encontros nos textos que serão utilizados em sala de aula?
Além disso, o coordenador deve planejar junto com os docentes as propostas que serão aplicadas com os estudantes. Muitos deles precisam de apoio para elaborar os procedimentos, como identificar o gênero, planejar a escrita e pensar na linguagem, no destinatário e no propósito social da produção. As atividades podem ser desenvolvidas com base em situações didáticas ou projetos que tenham conteúdos de análise e reflexão sobre a língua. Como exemplo, cito a escrita de bilhetes, convites ou a reescrita de contos.
Aplicação em sala de aula
Após o processo formativo, os professores poderão colocar em prática os conhecimentos adquiridos nas discussões. Para que o trabalho traga um bom resultado, eles precisam realizar uma série de ações em sala de aula:
- Propiciar situações de leitura de vários gêneros textuais com regularidade, permitindo que os alunos se familiarizem com as características de cada um;
- Em uma sequência didática, estudar junto com os alunos as características dos textos que vão produzir;
- Conduzir a leitura de forma que o aluno identifique elementos que o ajudem a produzir textos (linguagem própria do gênero, pontuação, expressões utilizadas, descrição dos personagens, etc). Assim, as crianças adquirem um bom repertório através das análises com detalhes dos textos lidos;
- Os alunos precisam saber o que, para que e para quem escrever. Por isso, é preciso que eles saibam identificar o gênero, a forma, o destinatário e a função comunicativa do que estão produzindo. Quando a proposta é escrever sobre o que o aluno já sabe, a qualidade do texto aumenta;
- Explicar que a revisão faz parte do processo de produção e que o texto deve estar em constante movimento;
- Promover situações de escrita coletiva. O professor pode ser o escriba caso a turma ainda não tenha facilidade para produzir textos com autonomia.
Por fim, para que a formação seja eficiente, a sala de aula deve ser um constante objeto de análise. Um trabalho contínuo de reflexão nas reuniões com o coordenador garante a qualidade do ensino e, consequentemente, a aprendizagem dos alunos. E vocês, já estudaram as condições didáticas para a produção de texto com os professores?
quinta-feira, 18 de junho de 2015
PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA
15:37
Perguntaram-me na rua: Qual a sua profissão? E eu respondi: 'Eu sou PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA. A Pessoa ficou olhando para mim com uma expressão estranha em seu rosto, riu e disse baixinho: Que profissão tão fácil! Só ficam brincando com as crianças.
Eu, com a minha cabeça erguida, disse com firmeza:
Sim... Sou professor...
Não trabalho numa empresa, mas em um espaço onde promovo conhecimentos em crianças e jovens.
Eu não discrimino porque eu os amo a todos igualmente.
Eu não sou seu chefe, mas seu filho me vê como um líder e eu sou o seu modelo.
Eu não sou psicólogo, mas eu posso fazer o seu filho acreditar em si mesmo.
Eu não sou médico, mas posso diagnosticar carências em crianças e jovens.
Não tenho horário de trabalho, porque enquanto você assiste TV ou dorme, alguns de nós professores estão planejando para o seu filho tenha um melhor aprendizado.
Eu não sou arquiteto para construir prédios, mas ajudo a construir sonhos e valores.
Eu não brinco com as crianças, participo da construção da sua aprendizagem.
Não uso argila, mas moldo sonhos e valores.
Um viva aos professores, porque para você ser PROFISSIONAL passou pelas mãos de um dos meus colegas.
Lute por nossa profissão para que tenhamos dignidade e que sejamos reconhecidos como excelentes profissionais pois para tornar-se engenheiro, médico, advogado, entre outras profissões, precisa-se de um professor de educação , que sou eu!
Eu, com a minha cabeça erguida, disse com firmeza:
Sim... Sou professor...
Não trabalho numa empresa, mas em um espaço onde promovo conhecimentos em crianças e jovens.
Eu não discrimino porque eu os amo a todos igualmente.
Eu não sou seu chefe, mas seu filho me vê como um líder e eu sou o seu modelo.
Eu não sou psicólogo, mas eu posso fazer o seu filho acreditar em si mesmo.
Eu não sou médico, mas posso diagnosticar carências em crianças e jovens.
Não tenho horário de trabalho, porque enquanto você assiste TV ou dorme, alguns de nós professores estão planejando para o seu filho tenha um melhor aprendizado.
Eu não sou arquiteto para construir prédios, mas ajudo a construir sonhos e valores.
Eu não brinco com as crianças, participo da construção da sua aprendizagem.
Não uso argila, mas moldo sonhos e valores.
Um viva aos professores, porque para você ser PROFISSIONAL passou pelas mãos de um dos meus colegas.
Lute por nossa profissão para que tenhamos dignidade e que sejamos reconhecidos como excelentes profissionais pois para tornar-se engenheiro, médico, advogado, entre outras profissões, precisa-se de um professor de educação , que sou eu!
MEC VAI CRIAR FÓRUM PARA ACOMPANHAR PISO SALARIAL DOS PROFESSORES
15:29
MEC vai criar fórum para acompanhar piso salarial dos professores
Clipping Educacional - DA AGÊNCIA BRASIL
O MEC (Ministério da Educação) vai publicar no próximo dia 24 duas portarias que avançam no cumprimento do PNE (Plano Nacional de Educação). A data marca um ano de vigência do plano e o fim do primeiro prazo estipulado na lei.
As portarias criam o fórum de acompanhamento do piso salarial dos professores e uma comissão, com representantes de estados, municípios e da União, para tratar das metas do plano. O anúncio foi feito no 15º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, pelo secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, Binho Marques.
O PNE foi sancionado na íntegra pela presidente Dilma Rousseff após quase quatro anos de tramitação no Congresso Nacional. A lei estabelece metas e estratégias para melhorar a educação nos próximos dez anos. Entre elas, estão a erradicação do analfabetismo e a universalização do atendimento escolar dos 4 aos 17 anos. Está também o investimento de pelo menos 10% do PIB (Produto Interno Bruto) até o fim da vigência.
O fórum de acompanhamento do piso vai ser formado pelo MEC, pela Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) –que representam os Estados–, e pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação). Por lei, o piso salarial dos professores é ajustado anualmente. Atualmente está em R$ 1.917,78.
"Se você quiser saber hoje quem paga o piso, ninguém sabe. Porque nós não temos um acordo nem sobre os conceitos. Como é a hora-atividade, como funciona? Ninguém sabe", diz Marques. Segundo ele, a intenção é que seja criado um portal onde se possa consultar dados de todo o país de cumprimento ou não do piso salarial.
"A gente vai ter reuniões regulares para atualizar a informação de quem paga e quem não paga e para discutir assuntos relacionados ao piso. Por exemplo, ninguém concorda com o modelo atual [de cálculo do reajuste], mas não temos consenso quanto a um modelo", acrescenta.
A criação do fórum está prevista no PNE e o prazo para que isso seja feito é de um ano. Perguntado se o governo deixou para a última hora, o secretário diz que a questão está sendo discutida há mais tempo.
SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO
Além do fórum, será criada uma instância para discutir o PNE com Estados, municípios e a União. "Como somos uma federação, sem um sistema nacional, todo mundo tem muita autonomia, mas é uma autonomia que beira a soberania e isso não é bom porque a gente não consegue trabalhar de maneira articulada. Todo sistema nacional que se preze tem uma comissão tripartite. É uma instância de pactuação entre governo estadual, municipal e federal", diz.
A instância servirá de base para a criação de um Sistema Nacional de Educação, articulando os três entes, que também é previsto no PNE e deve ser criado até meados do ano que vem. "É um ato de comemoração do primeiro ano do plano, que para nós é uma grande vitória", diz.
Outros pontos deverão avançar. Segundo Marques, o governo vai fazer uma audiência também no dia 24 de junho para discutir uma política de formação de professores, data em que termina o prazo do PNE.
Em seis meses deve começar a ser discutido o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), mecanismo criado pela Campanha Nacional de Direito à Educação para medir quanto é necessário por aluno para garantir a qualidade na educação básica. Pela lei, o CAQi deve ser implementado até o ano que vem, com dois anos de vigência do plano.
Para o coordenador da campanha, rede que envolve mais de 200 grupos e entidade no país, Daniel Cara, o governo não trabalhou com seriedade no plano e pouco se avançou em direção ao cumprimento.
"Esse é o aspecto que fica evidente. O governo tinha que ter chamado a sociedade, inclusive, porque esse é um princípio do plano, há um ano atrás, para discutir o planejamento para cumprir cada uma das metas. Isso não foi feito. Agora lança uma série de medidas e diz que está cumprindo com algo que para ser sério deveria ter sido feito muito antes".
O 15º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação começou nesta terça (16) e vai até sexta-feira (19), no município Mata de São João (BA). Ao todo, participam 1.687 representantes de 1.067 municípios.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/
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