sábado, 6 de junho de 2015

11:15

UMA MENSAGEM: 




"O aluno é como uma pequena semente que deve ser plantada e cuidada para germinar e dar bons frutos.
 O professor é como o agricultor que vê na semente a esperança que proverá as necessidades da sociedade."
 (Luis Alves)

10:44

Como eu preparo as pautas de formação dos professores


Fazer uma pauta detalhada ajuda a aproveitar melhor o tempo das reuniões de formação
Preparar uma pauta de ATPC não é nada fácil! Eu acho tão complicado quanto preparar uma aula – exige tempo, estudo e dedicação. Me esforço muito para deixá-las o mais completa possível, para que ela seja um roteiro mesmo do que será trabalhado com os professores. Dessa forma, chego para as reuniões sabendo exatamente o que nós vamos fazer – do início até o fim.
Para definir o conteúdo que será discutido, levanto os temas por meio dos instrumentos que utilizo para acompanhar as aprendizagens dos alunos (portfólios, simulados e observação de aulas) e assim, verifico o que precisa ser trabalhado com os professores. As orientações que recebo na Diretoria de Ensino também ajudam na minha formação e são essenciais na formação dos professores.
O passo a passo do preparo das reuniões
Antes da reunião:
1º. Planejo o que pretendo trabalhar na reunião em termos de conteúdos, temas ou assuntos; materiais que serão utilizados; a leitura a ser feita aos professores e a frase que gosto de colocar na pauta.
2º. Vou para o computador e digito a pauta que tem uma estrutura:
- Nome da escola.
- Cabeçalho.
- Objetivos da reunião que, aliás, escrevo de forma simples, clara e objetiva.
- Conteúdos que serão trabalhados.
- Atividades que na sequência vão desencadear as discussões, os estudos, isto é, um encaminhamento metodológico da reunião, do início até o fechamento da mesma.
- Uma frase finaliza a pauta.
3º. Providencio para todos os professores: cópia da pauta, xerox de textos, ou seja, os materiais necessários para a reunião.
4º. Imprimo a lista de presença, que é muito importante.
Para fazer tudo isso, demoro em média três a quatro horas e, de uma reunião para outra, já fico planejando mentalmente o que fazer na próxima. É uma loucura!
Disponibilizo aqui dois modelos de pauta que fiz para a escola onde trabalho: uma sobre revisão de texto e outra sobre como trabalhar notícias de jornais em aula.
Durante a reunião:
Inicio todas as reuniões com uma leitura de texto literário para os professores.
Na sequência, entrego a pauta da reunião e faço a leitura da mesma. Também entrego ao professor responsável pelo registro da reunião uma pauta que possui no verso um espaço para os registros. Eu arquivo esses registros e os encaderno ao final de cada semestre.
Então, damos início às atividades planejadas e encerramos com comentários do que foi discutido e com propostas para as próximas reuniões. Ao final de cada semestre, os professores avaliam as reuniões de ATPC, que me proporciona redirecionar as mesmas.
Não acho tão simples organizar uma reunião de formação, principalmente, porque também tenho que me preparar para os assuntos ou temas que serão tratados. Ou seja, tenho que, literalmente, estudar e pesquisar antes de apresentá-los.
Depois da reunião:
Organizo a pauta e materiais estudados num portfólio com as reuniões de ATPC.
E vocês como organizam as pautas de formação?

10:40

Colocar a criança como protagonista pode fazer toda a diferença

Colocar a criança na posição de responsável pelas próprias produções pode fazer toda a diferença (Foto: Shutterstock/JoHo)
Colocar a criança na posição de responsável pelas próprias produções pode fazer toda a diferença
Uma professora da turma de 5 anos chegou toda animada para o encontro de formação e falou que gostaria de compartilhar com o grupo o motivo da felicidade. Eu já sabia do que se tratava e achei bom abrir um momento para o relato, pois poderia ser interessante para levantar a reflexão sobre os diferentes fatores que interferem na aprendizagem das crianças.
Transcrevo o que ela nos contou:
“Vocês se lembram de quantas vezes eu falei sobre minha preocupação com a aprendizagem do David e do Alessandro? Eles não se interessavam pelas atividades, sempre davam um jeitinho de não participar das situações de leitura, escrita e de contagem e das atividades do projeto de Arte. Os dois sempre queriam ficar no canto de faz de conta, brincar com os bonecos, ficar apenas sentados olhando e fazer alguma “arte” como sair de fininho para o parque ou se esconder atrás das estantes da sala. Por mais que eu propusesse atividades diferenciadas e ajustadas aos conhecimentos deles, nenhum dos dois se envolvia. Pois é… Quero contar que os dois estão muito diferentes e participam ativamente das propostas. Em duas semanas, o David, que usava apenas algumas letras para representar o nome dele, já consegue escrevê-lo perfeitamente e a cada dia vem me mostrar como já consegue localizar várias palavras nas listas que estão no mural da sala. O Alessandro, que se recusava a participar dos jogos que envolviam contagem, agora me pede para ficar o tempo todo na mesa de jogos matemáticos no momento do diversificado e também está muito interessado nas situações de escrita. Ambos estão contentes em participar das situações didáticas e avançando muito!”
Quando a professora terminou de falar, uma das colegas perguntou o que havia acontecido e se ela tinha feito algo diferente ou se, de tanto insistir em propor situações específicas, estava dando certo. A professora respondeu:
“Acredito que foi por conta da apresentação que fizemos para o dia da família na escola. Vocês se lembram de que ensaiei uma música com a turma e as crianças faziam de conta que eram integrantes de uma banda de rock? Tanto o David como o Alessandro foram os guitarristas e se sentiram muito especiais com essa escolha. Nos ensaios, já tinha ficado visível que eles estavam se esforçando para fazer tudo muito bem feito, pedindo ajuda para os pais para assistir shows de bandas reais na internet. No dia da apresentação, eles capricharam no visual e pareciam verdadeiros guitarristas! Os colegas acharam o máximo! Minha hipótese é que a melhoria da autoestima deles fez toda a diferença.  Eles se sentiram muito valorizados quando os colegas se orgulharam deles. Depois disso, também passaram a ficar mais interessados e motivados nas atividades de sala.”
O grupo fez vários comentários e a conversa girou em torno do quanto é importante as crianças participarem de projetos que tenham um produto final e que elas sejam responsáveis por ele, atuando como protagonistas. Durante o encontro de formação, surgiram outros exemplos de situações em que os pequenos passaram a interagir muito melhor com os objetos de conhecimento por conta de outros fatores.
Toda a reflexão foi bem significativa e o relato da professora nos propiciou a percepção de como podemos encontrar caminhos e encaminhamentos que fazem toda a diferença.
E você, já se surpreendeu com algum fato ou encaminhamento que mudou tudo no envolvimento das crianças com as situações didáticas? Compartilhe conosco!

10:39

Antes que o semestre acabe, replaneje

Antes do fim do semestre, retome com os professores tudo o que já foi feito e peça que eles socializem o andamento das situações didáticas (Foto: Gabriela Portilho)
Antes do fim do semestre, retome com os professores tudo o que já foi feito e peça que eles socializem o andamento das situações didáticas
A rotina de sala de aula, o dia a dia na escola e as diferentes tarefas, tanto dos professores como dos coordenadores, nos impulsionam a realizar muitas atividades ao mesmo tempo. E, quando nos damos conta, o final do semestre já está bem próximo! Quantas vezes já não tivemos que deixar de efetuar algumas etapas de projetos e planos ou fazer tudo correndo, sem a qualidade ou a tranquilidade pretendida? Nesses momentos, o tempo e os imprevistos costumam ser os nossos maiores inimigos.
Como seria possível, então, assegurar os planejamentos e evitar atropelos?
Acredito que uma das ações que mais pode ajudar é garantir que o coordenador tenha um panorama do que está acontecendo em todas as turmas. Para mim, faz toda a diferença prever um momento coletivo antes do fim do semestre para retomar com os professores tudo o que já foi feito e socializar o andamento das situações didáticas e dos ajustes que foram necessários. Esse acompanhamento é uma ótima solução para um final de semestre tranquilo.
Como planejar esse encontro
A reunião com os professores pode acontecer com os grupos das diferentes faixas etárias separados, um a cada dia, ou com toda a equipe junta. A diferença entre cada opção é o tempo que o coordenador realmente poderá estar junto com os docentes. Eu, como coordenadora, quanto mais conheço meu grupo, mas sei identificar os pontos fortes e também os maiores desafios dos profissionais. Dessa forma, sei o quanto preciso intervir. Em alguns grupos, posso apenas prever tempo, pauta e espaço e, em outros, será mais pertinente estar junto o tempo todo para potencializar as discussões e, assim, efetivar os encaminhamentos.
A primeira medida é orientar os docentes a organizar um cronograma, marcando todos os eventos previstos (reunião de pais, fechamento de projetos, passeios ou alguma atividade extra) e contando quantos dias ainda faltam para o fim do semestre.
O próximo passo será adequar o planejamento de cada eixo, estimar quantos dias realmente se utiliza para cada atividade, elencar o que precisa acontecer e o que pode ser modificado ou até descartado. É muito melhor reestruturar um planejamento, deixando-o possível de acontecer, do que prever situações que, na verdade, não acontecerão com a tranquilidade e o tempo necessários.
Durante todo esse trabalho, é preciso que os professores tenham o protagonismo na tomada de decisões e na reorganização dos planejamentos. Só assim garantimos o envolvimento total no resultado esperado. O papel do coordenador é, então, dar sugestões, apontar caminhos e mediar as resoluções, sempre com o foco nas aprendizagens dos pequenos e na qualidade das intervenções pedagógicas.
E os seus planejamentos, estão ajustados ao tempo real que existe até o final do semestre?

10:38

Os alunos devem usar a calculadora em sala de aula?

A calculadora está a favor da aprendizagem quando permite que as crianças reflitam sobre o sistema de numeração e enriqueçam suas estratégias de cálculo. (Foto: Manuela Novais)
A calculadora está a favor da aprendizagem quando permite que as crianças reflitam sobre o sistema de numeração e enriqueçam suas estratégias de cálculo.
Muitos pais e educadores acreditam que a calculadora não deve estar presente na sala de aula, pois consideram que seu uso impede que os alunos realizem as operações e desenvolvam suas competências e raciocínios próprios. Essas inquietações fazem sentido se, ao propor o uso do equipamento, o professor deixar de ensinar as estratégias de cálculo. Mas, claro, não é isso que queremos!
Nas aulas de Matemática, contamos com o apoio de várias ferramentas como recursos didáticos: a régua, o compasso, o transferidor, a trena, a fita métrica etc. Então, por que não a calculadora? Nas mãos dos nossos alunos, ela pode ser considerada um recurso a favor da aprendizagem, já que permite que as crianças, com base nos problemas propostos pelos docentes, reflitam sobre as regras do sistema de numeração, ampliem seus conhecimentos e enriqueçam suas estratégias de cálculo.
Como e quando usar a calculadora?
Para que a calculadora seja de fato incluída na sala de aula, é preciso planejamento. Certa ocasião, em um processo formativo em que discutíamos o uso desta ferramenta, solicitei aos docentes a elaboração de atividades para que os alunos refletissem sobre os procedimentos de cálculo. Uma das professoras selecionou um problema proposto no livro didático: a realização da operação 45×7, tendo a calculadora como apoio. A função dos estudantes era registrar todos os cálculos possíveis de serem realizados sem que apertassem a tecla 7. O foco, portanto, não era encontrar o resultado, mas as possibilidades existentes para a resolução do exercício.
Na aplicação em sala de aula, uma das resoluções sugeridas por uma aluna foi: “Primeiro, calculei o valor de 45×7 e deu 315. Comecei a fazer tentativas e troquei o 7 por 3 + 4 . Em seguida, multipliquei o 3 por 45, encontrando 135, e depois o 4 por 45, resultando em 180. Por fim, somei os resultados e cheguei a 315”. Neste caso, a reflexão da criança se baseou na propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição: 45x(3 + 4). A calculadora foi utilizada para confirmar procedimentos e o resultado da operação serviu para ratificar suas estratégias de cálculo. A estudante conseguiu recuperar seu pensamento e registrar as operações realizadas para chegar à resposta.

Antes de tudo, é necessário estabelecer algumas regras para o trabalho:Para propor esse tipo de problema com o uso da calculadora, o docente precisa criar condições para que os alunos façam antecipações e registrem seus procedimentos. Por isso, é fundamental orientar claramente os alunos e pedir que eles expliquem os caminhos encontrados. O papel do professor é confrontar as soluções obtidas, mediar as reflexões e fazer com que todos avancem nos conceitos relacionados aos números e às operações.
- Apresentar as funções da calculadora para a turma. Uma maneira de fazer isso é propor atividades coletivas usando o instrumento.
- Organizar um local no armário para guardar as calculadoras em uma caixa. O acesso a elas deve ficar restrito às atividades propostas pelo docente até que os alunos adquiram autonomia para usá-las.
- Realizar pesquisas sobre a variedade de atividades em que a ferramenta pode ser utilizada.
- Informar as famílias sobre o uso do recurso em sala de aula e explicar de que forma ele será utilizado, evitando mal entendidos e interpretações equivocadas.
E vocês, coordenadores, já discutiram com seus professores sobre o uso da calculadora em sala de aula? Compartilhe!

10:35

Na hora da história, vamos trocar de sala?

Pensar em atividades diferentes das cotidianas pode ganhar a atenção das criança e motivar os professores (Foto: Gabriela Portilho)

“Brincar e ouvir histórias são momentos que devem acontecer diariamente na Educação Infantil, desde os grupos de bebês de poucos meses.”
É difícil encontrar alguém que discorde dessa afirmação. A questão que se discute é como fazer isso. Alguns professores são extremamente criativos e, com um simples objeto, como um fantoche no papel do narrador, por exemplo, envolvem os pequenos no clima da história. Outros se preocupam mais com a variedade de tipos de texto; e alguns até a se fantasiam de algum personagem.
Foi observando essa riqueza e querendo dar um gás em algumas turmas que levei uma proposta para os professores. A ideia era bem simples: fazer um rodízio semanal de contação de histórias. Para isso, os docentes deveriam planejar como contar uma história de maneira mais elaborada, utilizando fantoches, bonecos ou outro recurso que criasse um clima diferente que o do dia a dia. Às quartas-feiras, haveria um rodízio de salas entre os professores no momento da história – ao final de um tempo determinado, todas as crianças teriam ouvido as histórias de todos os docentes.
Como propus o planejamento coletivo
Agendei um encontro de formação e, para envolver os professores, combinei com uma das profissionais uma leitura dramatizada de um conto de assombração (clique aqui para vê-lo). Preparei o ambiente: fechei as janelas, apaguei as luzes e deixei apenas uma vela próxima a mim e a outra contadora. O resultado foi um sucesso! Ao longo da história, os docentes se assustaram diversas vezes e se divertiram com o impacto da narrativa e o efeito causado pela luz difusa das velas.
O intuito dessa dramatização foi servir de exemplo para o que eu gostaria de propor a eles. Apresentei a minha ideia e combinei que cada um dos presentes deveria pensar na elaboração da contação utilizando um elemento diferente e, se possível, fazer o relato de memória de contos e/ou histórias clássicas, uma vez que o comum do dia a dia era se apoiar em livros e imagens.
Os professores se empolgaram escolhendo as histórias e se organizaram para haver uma variedade. Um professor utilizaria objetos, como uma tesourinha para fazer um pássaro e chaves para imitar o som de um animal; outro docente utilizaria alguns chapéus; uma se vestiria de bruxa; outro profissional se propôs a usar fantoches.
Nas semanas que se seguiram, as crianças se deliciaram ouvindo essas histórias. Mesmo aquelas que já eram conhecidas foram bem recebidas, porque tinham o diferencial de serem contadas por outra professora que não a da turma e de uma maneira bem elaborada.
Vocês perceberam? Pensar em intervenções pontuais pode fazer uma baita diferença na escola! Dessa maneira, os pequenos ganham e os professores se sentem mais motivados e ampliam seu repertório de boas situações didáticas.
Compartilhe conosco alguma proposta diferenciada para o momento de história que já tenha ocorrido na sua escola!

10:34

A observação de aula como estratégia de reflexão e planejamento


O papel da coordenação pedagógica é melhorar a prática docente com base nas necessidades da equipe. Para identificá-las, o coordenador pode utilizar vários recursos, como o planejamento dos professores, as produções dos alunos e o resultado das avaliações. Entretanto, existe uma ferramenta que permite um conhecimento mais estreito dos problemas didáticos: a observação de sala de aula, que tem o objetivo de analisar as interações que são construídas entre o docente, os estudantes e os conteúdos trabalhados.
Porém, muitas vezes esse recurso é entendido como uma avaliação, e alguns docentes acreditam que a observação é feita para supervisionar seu trabalho e expor o que está errado na sua prática. Essa ideia está sendo reforçada por algumas escolas que passaram a filmar as aulas, como mostrou uma matéria do Jornal O Globo. Apesar do intuito de melhorar o ensino, esse tipo de prática pode criar um clima de pressão e vigilância, então é bom ter cuidado.
O uso adequado depende da forma como a atividade é proposta e da relação que o coordenador tem com a equipe. Quando ele cria uma relação de parceria, o educador sente que essa ajuda é necessária e abre o espaço da sua sala. Portanto, em vez de fiscalizar, a observação precisa ter como metas:
- Acompanhar e auxiliar o educador na construção de conhecimentos didáticos, sugerindo encaminhamentos para resolver problemas;
- Favorecer a construção do conhecimento pelos alunos e professores;
- Tornar visíveis alguns conteúdos e atuações que ainda não são observados pelo docente.
Para tornar isso viável, considero três etapas importantes:
1) Antes da observação:
- Definir o foco do trabalho, que deve ser centrado em algum ponto específico que seja possível mudar. É importante que a observação não seja centrada na figura do professor, mas na aprendizagem dos alunos.
- Marcar a data e realizar o planejamento da atividade junto com o professor, garantindo que ele entenda por que motivo a aula será observada. Você pode organizar um roteiro compartilhado, o que vai favorecer um clima positivo durante a aula.
2) Durante a observação:
- Elaborar uma planilha ou documento para registrar as observações realizadas.
- Manter uma postura discreta, procurando não interferir na aula.

3) Depois da observação
- Analisar o material e preparar um feedback. É preciso cuidado para que este momento não seja apenas informativo, mas também formativo. Uma dica é selecionar os trechos mais importantes e organizar tópicos para apresentar ao docente, levando-o a refletir sobre sua postura.
- Marcar a reunião de devolutiva com o professor. É interessante iniciar o encontro destacando aspectos positivos, para em seguida se fixar no que o professor precisa melhorar. Para este momento, sugiro realizar perguntas esclarecedoras, sem juízos de valor ou generalizações.  Alguns exemplos: “Por que o aluno estava sozinho em um determinado momento? Qual foi seu objetivo ao distribuir uma folha para cada dupla? O que você pretendia com esta estratégia? Que outra estratégia você poderia ter usado nesta situação? Qual intervenção poderia ter sido feita neste momento? O que você sugere para uma próxima atividade com este mesmo objetivo?”. Isso faz com que o docente tente refletir sozinho sobre suas ações, sem a necessidade de intervenções constantes do coordenador.
- Registrar as reflexões e dar uma cópia para o professor para que ele utilize as ações pautadas na prática.
No contexto pedagógico, a observação é uma excelente estratégia na formação dos professores, já que contribui com uma reflexão sobre a prática e favorece a busca por novas intervenções para a melhoria do ensino.
E vocês, como observam o que acontece na sala de aula?