Mas uma notícia agita seu coração, Olívia está de volta, e ele precisa vê-la, vai ao encontro dela, e lhe confessa toda a sua infelicidade, pede-lhe perdão e ela o perdoa sem hesitar e lhe confessa, que o ama e muito, e que tem o presente mais lindo que ele poderia lhe dar, e apresenta-lhe Anamaria, sua filha.
domingo, 7 de junho de 2015
A FLOR DA HONESTIDADE
09:54
A Flor da Honestidade
"Conta-se que por volta do ano 250 a. C., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de ser sua esposa. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa, contou à garota e desesperou-se ao ver que ela pretendia ir à celebração, indagando preocupada:
"Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas senhoritas da corte. Tire esta ideia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne esse sofrimento uma loucura."
E a filha respondeu:
"Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, e isto já me torna feliz."
Na hora marcada, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas meninas, com as mais belas roupas, as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.
Então, o príncipe anunciou o desafio:
"Darei, a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais linda flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China."
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo.
O tempo fluiu e a doce criaturinha, posto não tivesse muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com bastante paciência e ternura da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado. Todavia passaram-se três meses e nada surgiu.
A mocinha tudo tentara, empregara todos os métodos que conhecia, porém nada havia nascido. E findaram os seis meses.
Consciente do seu esforço e dedicação, ela comunicou à
mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, no prazo combinado, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
E lá se apresentou, com seu vaso vazio, bem como as demais pretendentes - cada uma com uma flor mais bonita que a outra, das mais variadas cores e formas. A jovem ficou admirada, jamais presenciara cena tão sublime.
Finalmente, chegou o momento esperado: o príncipe passou a observar a flor trazida por cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção. Após minuciosa análise, ele anunciou um resultado surpreendente, indicando a cativante e humilde jovem como sua futura esposa.
O público presente, perplexo, quis saber o motivo: afinal, o desafio previa que se casaria com a moça que lhe trouxesse a flor mais irresistível e ele escolhera, justamente, a que não cultivara flor alguma...
Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
"Esta jovem foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: A Flor da Honestidade. Senhoras, senhores e senhoritas: todas as sementes que entreguei eram estéreis."
"A Honestidade é como uma flor, tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor.
Independente de tudo e de todas as situações que nos rodeiam, que possamos espalhar essa luz àqueles que nos cercam.
Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, PERCA!
Você será sempre um vencedor!"
09:49
Sinopse: Eugênio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas para a família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama. Sensível, comovente, "Olhai os Lírios do Campo" é um convite à reflexão sobre os valores autênticos da vida.
Mas uma notícia agita seu coração, Olívia está de volta, e ele precisa vê-la, vai ao encontro dela, e lhe confessa toda a sua infelicidade, pede-lhe perdão e ela o perdoa sem hesitar e lhe confessa, que o ama e muito, e que tem o presente mais lindo que ele poderia lhe dar, e apresenta-lhe Anamaria, sua filha.
"Os homens viviam tão ofuscados por desejos ambiciosos que nem sequer davam por ela. Nem com todas as conquistas da inteligência tinham descoberto um meio de trabalhar menos e viver mais. Agitavam-se no Mundo e não se conheciam uns aos outros, não se amavam como deviam. A competição transformava-os em inimigos. E havia muitos séculos tinham crucificado um profeta que se esforçara por lhes mostrar que eles eram irmãos, apenas e sempre irmãos."
"Olhai os lírios do Campo é um dos livros mais famosos de Érico Veríssimo, escritor regionalista do Rio Grande do Sul, e foi publicado em 1938 - época da segunda fase do modernismo. O livro se divide em duas partes, sendo a primeira parte em dois modos, o presente e o passado e a segunda parte, segue no presente. Só em ler o título do livro, já nos faz refletir, pois já se percebe que a história trata de conflitos humanos, aprendizagem, reflexão, mas ao se ler a obra essa visão se torna mais ampla, e percebe no enredo um lirismo poético, ficando na realidade, nas decisões e medos humanos. Um livro que retrata, emoção, tristeza, saudade e muito mais.
Eugênio recebe um telefonema, Olívia precisa dele, ela está morrendo, ele não sabe o que dizer a esposa, simplesmente sai com remorsos se sentindo horrível, mas precisa ver Olívia, enquanto seu motorista o leva ao hospital, Eugênio revive em sua mente cenas da sua vida que lhe ficaram na memória e jamais desapareceriam. Em seus pensamentos passam imagem de sua infância triste e pobre, quando tinha pena e vergonha de seu pai pobre, e era humilhado na escola por suas roupas rasgadas e posição social. Quando entrou na Faculdade de Medicina, pois seus pais queriam que ele não se tornasse um vagabundo como seu irmão Ernesto, o filho mais velho, mas mesmo convivendo com os ricos ele se sentia inferior, um ninguém, um verme, e odiava a todos por isso, a si mesmo por sentir vergonha dos pais, nunca estava feliz. Mas quando se formou vei a insatisfação, porém conhece Olívia, que também se formou em Medicina juntamente com ele, eles se tornam grande amigos e depois eles vivem um romance especial. Porém Olívia recebe uma proposta para trabalhar em Nova Itália, ela aceita, mas é por pouco tempo.
Em um dos seus atendimentos médicos, ele atende uma das empregadas de Eunice, na casa do Sintra, Eunice o provoca e sente um fascínio por ele, e não desiste enquanto ele não lhe der a devida atenção que ela merece, eles começam a namorar, Eugênio fascinado pelo mundo deslumbrante da moça, cheio de riquezas e pessoas frívolas ele ver uma oportunidade de sair do anonimato e possuir muito dinheiro, ele se casa com Eunice por puro interesse.
Três anos depois ele se vê preso a um casamento sem amor, com uma mulher fútil, interessada apenas no material, em emprego arranjado na fábrica do sogro rico, sem ser reconhecido como o grande médico que ele queria ser, e com uma amante a quem não ama.
Mas uma notícia agita seu coração, Olívia está de volta, e ele precisa vê-la, vai ao encontro dela, e lhe confessa toda a sua infelicidade, pede-lhe perdão e ela o perdoa sem hesitar e lhe confessa, que o ama e muito, e que tem o presente mais lindo que ele poderia lhe dar, e apresenta-lhe Anamaria, sua filha.
Enquanto todas essas memórias veem a sua mente, ele chega ao hospital, mas infelizmente é tarde, Olívia morreu. A partir daí a história segue no presente, ele passa a tomar conta de sua filha, e descobre as cartas que Olívia nunca lhe enviou, e fica sabendo sobre sua filha, o quanto Olívia o amava e via nele o homem que ele nunca foi capaz de enxergar. Depois da morte de Olívia, ele passa a ser um homem melhor, forte e corajoso, ele toma coragem e separa-se da esposa e abandona a amante, deixa seu lugar de luxo e conforto e vai viver com a filha, e começa a realizar o sonho de clinicar os pobres. Na sua nova vida Eugênio vai aprendendo a viver em um mundo mais simples, respeitar as pessoas e as suas tristeza, a encontrar a si mesmo, e encontrar o caminho do perdão e da aceitação.
"Olhai os lírios do campo. Eles não fiam nem tecem e no entanto nem Salomão em toda sua glória se cobriu como um deles".
O romance narra a trajetória da vida emocional de Eugênio, através de sua vida social e seus conflitos interiores. No início, ele é mostrado como um homem frio, infeliz, complexado, que não consegue gostar do pai por ele ser pobre, e por mais que se esforce, ele não consegue, e o que agrava o seu remorso, é que o pai faz tudo por ele, o que o deixa péssimo, infeliz, sem saber o que fazer. Mesmo estando na faculdade e convivendo com pessoas ricas, ele ainda se sente inferior, sujo, não merecedor de muitas coisas. Eugênio mesquinho, interesseiro, egocêntrico, manipulador, é impossível gostar do personagem. Mas a história segue em seu lirismo romântico e Eugênio começar a sofrer mudanças em sua vida, ele descobre que o dinheiro não traz felicidade, que abandonou o único amor de sua vida por nada, e que por mais que se conquiste tudo, a morte virá nos arrebatará, e será que vale apena perder tempo com coisas inúteis e deixar a vida passar?
Enfim a obra é uma crítica a sociedade fútil e vazia, acúmulos de riquezas sem olhar a quem, a hipocrisia da vida social, reflexão sobre o mundo, a vida e nossas decisões, e o mais interessante, sobre Deus, uma obra que traz várias especulações, perguntas e até respostas sobre Deus, sua existência e seu amor. Uma bela obra escrita de forma simples, que cativa e nos faz pensar em tudo o que nos cerca com novos olhos."
09:43
sexta-feira, janeiro 06, 2012 | Postado por Kézia Lôbo
Desde que decidi começar a postar curtas aqui pessoal, só consegui postar um, por falta de tempo mesmo! Ando muito atarefada, sem tempo para nada!
Hoje vou apresenta a vocês o curta alma “Alma” dirigido pelo espanhol Rodrigo Blaas, que já trabalhou na Pixar. O curta se tornou um sucesso na internet, adorado por fãs e estudantes de animação, como uma obra simples e de brilhante execução.
O curta de humor negro faturou 6 prêmios em 2009, e foi indicado a categoria curta-metragem em animação para o Goya Awards.
Alma é uma criança que passa por uma vitrine de uma loja de bonecas, ela fica surpresa ao encontrar uma boneca parecida com ela, curiosa e encantada ela entra e conhece um mundo fantasioso e muito estranho de uma loja de brinquedos, mas o que na realidade deveria ser encantador é algo assustador...
O mundo infantil é tratado de forma muito peculiar neste curta, misturando elementos de ingenuidade de uma criança aliados a um mundo sombrio e misterioso, quando chega ao final o título dá todo o sentido a essa pequena história, o curta traz referências clássicas baseadas em Tim Burton, não com aquelas imagens tristes e sombrias, mas no rumo em que a história toma e lembra um pouco as animações do estilo de Coraline.
O visual é bom, a história também e a qualidade da animação é incrível, mas não gostei só por um motivo, pra mim histórias pra crianças tem que ter finais felizes.
Parece que o curta pode se tornar um longa em breve, dirigido por Guillermo del Toro que esteve envolvido com a produção de “Gato de Botas” e no roteiro o seu criador, Rodrigo Blass. Eles pretendem manter o mesmo tom sombrio que o curta traz.
RESENHA OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO
09:13
Olhai os lírios do Campo é uma maravilhosa obra cujo o autor se chama Erico Veríssimo,é a historia de Eugênio um garoto que nasceu em uma família pobre cujo irmão se chamava Ernesto e o pai se chama Ângelo ( talvez seja uma tentativa de passar uma figura angelical e pura ) Ângelo era velho, pobre, banana e dotado de muitas inferioridades (segundo a visão de Eugênio ) , Eugênio não conseguia amar o pai, ele sempre sofreu por ter nascido pobre , e ele amava odiar sua condição , era torturado por sua consciência, eu nasci pobre , eu sou um lixo, pensava Eugênio, a sua condição social acrescido do seu complexo de inferioridade, lhe fez um homem sofredor, Eugênio é vitima e ao mesmo tempo culpado pela mentalidade inútil dos homens , não existe nada de novo no comportamento humano sempre correndo atrás da felicidade nas riquezas, no status social, no poder , e tornam-se cada vez mais loucos , mais gananciosos, e mais infelizes afinal “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8:36) , masEugênio conhece Olivia que é o amor da sua vida , encontra nela a redenção dos seus pecados, a salvação dos seus medos , e a cura da sua loucura (não no sentido soteriológico), Olivia é uma pessoa enigmática , uma moça pobre, sofredora , mas é uma pessoa nobre,Eugênio tem uma filha com Olivia que se chama Anamaria, mas apesar de amar Olivia ele casa-se com Eunice por dinheiro , e por status, mas sempre foi atormentado pelo seu complexo de inferioridade , mesmo depois de conseguir o almejado status social, no final do livro Eugênio fica bem consigo mesmo , essa é a pior situação quando um impio como Eugênio acredita ter achado a paz de consciência fora de Cristo, não existe paz fora de Cristo, Eugênio engana a si mesmo, ao contrario do Cristão , personagem de o Peregrino que livra-se dos fardos na Cruz , Eugênio quer se livrar dos fardos por meio da velha e boa moralidade. O maior erro de Eugênio é acreditar que está bem consigo mesmo. Uma das coisas interessantes que o livro trata é o problema do mal, eugenio era um ateu que se entregava ao seu deus, em uma citação do livro Olivia diz “Um amigo meu, que se dizia ateu, nas noites de tormenta desafiava Deus, gritava para as nuvens, provocando o raio. Deus é tão poderoso que está presente até nos pensamentos dos que dizem não acreditar na sua existência. Nunca encontrei um ateu sereno.” Afinal existe muito ateu em momentos de dor que dobra seu joelho e se torna “crente” novamente , mas em momentos de bonança como uma criança revoltada, gosta de repedir a frase – deuso num esisti, eu num ô veju. O titulo do livro é sobre a frase de Jesus no sermão da montanha “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo [mais] do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; (Mt 6: 25- 28)”.
Eugênio um indivíduo transloucado não olhava pros lírios do campo que Deus com sua providencia e poder sustenta, afinal Deus sustenta todas as coisas , e você tem olhado para os lírios do campo ?
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